Sem vacina até março, Brasil pode passar pelo que Europa vive hoje

Escrito por em 02/11/2020

O verão relativamente tranquilo que a Europa teve durante a pandemia da covid-19 foi logo esquecido com a chegada do outono. Rapidamente, o número de casos cresceu, assim como o risco de colapso de sistemas de saúde com o aumento de internações.

Não houve saída, e governos se viram obrigados a impor restrições tão duras quanto as implantadas no começo do ano.

Nos Estados Unidos, o número de novos casos nunca caiu de forma considerável, mas alguns estados chegaram a ter um alívio.

No entanto, bastou o frio chegar para que o país batesse um recorde: 99,3 mil infecções registradas em 24 horas, na última sexta-feira (30/10).

O que está acontecendo no hemisfério norte deve servir de ensinamento a países como o Brasil.

A avaliação é do médico, pesquisador e professor Adam Ian Kaplin, da Universidade Johns Hopkins (EUA), uma das escolas de medicina mais prestigiadas do mundo.

Kaplin é um dos autores de um estudo que, em junho, já alertava para o aumento da taxa de infecção pelo coronavírus com a chegada do frio.

O artigo, publicado na plataforma medRxiv,  também aponta que há uma redução do contágio nos meses de calor, mas em menor ritmo.

Em entrevista ao R7, o professor ressalta que o Brasil deve ter uma relativa queda do número de novos casos e óbitos nos meses de calor — algo que já vem se mostrando nos gráficos.

“A gente observou que quando esquenta, existe uma queda de 70% [do número de novos casos], o que é ok. Mas é importante saber que quando esfria, você tem um aumento de 200% a 300%. E é o que está acontecendo aqui [Estados Unidos]. Ainda não sabemos exatamente por quê.”

Porém, se não houver uma vacina até o começo do próximo outono, em março, o Brasil corre risco de passar por uma nova alta de infecções, afirma.

“O melhor preditor do comportamento futuro é o comportamento passado — e vocês podem ver o passado. O futuro do Brasil é o que está acontecendo aqui nos Estados Unidos e na Europa, os casos estão subindo conforme está ficando mais frio. Eu acredito 100% que os casos vão subir no Brasil quando esfriar, a menos que haja uma vacina.”

FONTE: R7


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