Segundo ano de pandemia deve ser mais mortal que o primeiro, diz OMS

Escrito por em 14/05/2021

O segundo ano da pandemia está prestes a provocar mais mortos do que no ano passado – alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (14/05), no momento em que vários países vislumbram a esperança de uma vida mais normal, enquanto outros, como a Índia, continuam a sofrer devastação. 

A pandemia da covid-19 matou pelo menos 3,3 milhões de pessoas em todo mundo desde o final de dezembro de 2019. O aparecimento de variantes e o progresso desigual das campanhas de vacinação continuam a preocupar. 

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “no ritmo que as coisas vão, o segundo ano da pandemia será muito mais mortal do que o primeiro”. 

Ele também pediu aos países que desistam de vacinar crianças e adolescentes contra a covid e doem as doses assim liberadas para o sistema Covax. Com isso, elas seriam redistribuídas para os países desfavorecidos. 

Diante de resultados considerados animadores pelos governos, vários países, especialmente da Europa, estão reabrindo suas economias enfraquecidas. 

Nesta sexta, a Grécia suspendeu todas as restrições de circulação, após sete meses de confinamento, para relançar uma esperada temporada de turismo. Agora, a única condição para viajar para a Grécia é estar vacinado, ou apresentar teste negativo de covid. 

“Os restaurantes estão abertos, podemos ir à praia, aproveitar o bom tempo, fazer compras… É maravilhoso poder sair de novo”, exclama em Creta a turista alemã Caroline Falk, de 28 anos. 

O governo grego lançou uma grande campanha de vacinação, com o objetivo de que as ilhas estejam “totalmente protegidas até o final de junho”. No total, mais de 3,8 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina neste país de 11 milhões de habitantes. 

Tendo em vista a temporada turística, a Itália anunciou, por sua vez, que suspenderá a partir de domingo a quarentena de cinco dias para os turistas europeus. A pandemia provocou a pior recessão do Pós-Guerra na península, cujo PIB é fortemente dependente do setor de turismo. 

FONTE: O DIA


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