Primeira vacina disponível para o público pode ser chinesa

Escrito por em 16/09/2020

A China pode ter uma vacina pronta para o público em novembro, disse a chefe de biossegurança do Centro de Controle de Doenças e Prevenção do país, Wu Guizhen. A especialista afirmou que os ensaios clínicos na fase 3 têm corrido bem e acrescentou que ela mesma tomou uma das vacinas em abril e não teve reações anormais. Ela só não disse qual vacina está mais adiantada no processo.

O país tem quatro candidatas em fase final, mas a primeira a realizar testes em humanos, em abril, foi a CanSino, que desenvolve em parceria com a Academia Militar de Ciências um imunizante que usa adenovírus, o vírus da gripe, modificado geneticamente como vetor. A vacina da CanSino também já foi liberada em regime de emergência para uso em militares e teve sua patente aprovada na China.

Além dos quatro imunizantes chineses (CanSino, Sinovac, Sinopharm do Instituto Biológico de Pequim e do Instituto Biológico de Wuhan), outros cinco candidatos estão na fase 3. Instituto de Pesquisa Gamaleya (Rússia), Janssen Pharmaceutical Companies (EUA), Moderna (EUA), Pfizer (EUA) e Oxford/AstraZeneca (Reino Unido) também disputam essa olimpíada da biotecnologia e todas contam com o apoio da torcida.

Recentemente, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou autoridades de Saúde em todos os Estados americanos para se prepararem para distribuírem a vacina até o começo de novembro. A notícia foi recebida com entusiasmo inclusive por investidores, gerando um dia de altas pelas Bolsas internacionais.

A vacina de Oxford, que parecia liderar a corrida, teve um contratempo depois de um voluntário apresentar reação adversa grave. Os testes, que tinham sido suspensos, já voltaram ao normal e a Anvisa autorizou a inclusão de mais 5 mil voluntários no estudo, mas a paralisação pode atrasar os planos do governo brasileiro de começar a vacinar a população no começo do ano.

O dr. Yu Xuefeng, CEO da CanSino, disse em uma entrevista para o canal estatal CGTN que ele tem plena confiança de que a vacina desenvolvida por eles é segura e só aguarda os resultados da fase 3 para confirmar sua eficácia. O cientista diz que a CanSino constrói paralelamente infraestrutura para produzir 200 milhões de unidades por ano a partir de 2021, mas alerta que a vacinação é um processo longo.

FONTE: TERRA


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