Carnaval de Rua do Rio só deve acontecer se vacina contra coronavírus for descoberta

Escrito por em 07/07/2020

O Carnaval de Rua do Rio em 2021 está ameaçado por conta da pandemia e pode não acontecer. As ligas de blocos Sebastiana, Amigos do Zé Pereira, Carnafolia, Liga João Nogueira, Sambare e Coreto, e de grandes blocos como Bola Preta, Bloco da Anitta, Fervo da Ludmila e Monobloco afirmaram que só irão colocar o bloco na rua caso uma vacina contra o coronavírus seja descoberta até lá. As informações foram divulgadas pela colunista Rita Fernandes, da Veja Rio.

“Se não surgir [a vacina], não tem conversa, o Bola não sai. Seria muita irresponsabilidade”, declarou o presidente do tradicional Cordão da Bola Preta, Pedro Ernesto, à publicação. Ainda de acordo com Pedro, eles cogitam em desfilar em outra data fora do Carnaval. 

Já o médico, diretor da liga Sebastiana e presidente do bloco Suvaco de Cristo, João Avelleira, alerta que alguns fatores serão levados em conta para a tomar a decisão de desfilar ou não. ”Vamos analisar se chegaremos ao final do ano com um grande número de infectados [para isso será necessária uma grande quantidade de testes]. Se sim, a possibilidade de contato com alguém doente diminui, mesmo no Carnaval, mas é preciso saber o tempo que dura a imunidade”, pondera.

Entre setembro e outubro, período em que se espera ter um panorama mais definido, as lideranças irão se reunir para conversar e bater o martelo.

Já a Riotur, órgão responsável pela organização e infraestrutura do carnaval, informou que estão acompanhando a evolução do controle da pandemia, mas que ainda não é possível falar em definição sobre o Carnaval de 2021. 

“Vale lembrar ainda que o carnaval é um feriado nacional e envolve outras esferas, e não apenas a municipal, e, no carnaval de rua, envolve também as ligas representantes dos blocos. Além disso, a discussão sobre esse assunto também deve estar de acordo com o Protocolo de Intenções, assinado entre a Riotur, o Ministério Público e diversos outros órgãos públicos, afim de ordenar e melhorar o planejamento do carnaval de rua da cidade. Trata-se, portanto, de uma questão muito ampla, com vários atores envolvidos.  Uma decisão sobre este assunto, claro, deve ser tomada em conjunto, sempre baseada em estudos científicos que garantam a segurança de todos. Este cenário, ainda inconclusivo quanto ao futuro desta pandemia, dificulta previsões”, disse o órgão em nota. 

Essa não é a primeira vez que o Rio enfrenta esse tipo de impasse. Em 1918, a cidade passou por uma pandemia de Gripe Espanhola, que vitimou mais de 15 mil pessoas. Após superar a doença , a cidade registrou uma dos seus maiores carnavais no ano seguinte, 1919.

FONTE: O DIA


Opiniões dos leitores

Deixar um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.Campos obrigatórios marcados com *



Música

No Ar

Artista

Background