A validade do projeto de lei da "ficha limpa", que proíbe a candidatura de políticos condenados na segunda instância, divide opiniões de juristas. Embora o texto indique que as novas regras entram em vigor na data da publicação, cada um interpreta de uma forma o prazo-limite da sanção para que a lei, se for aprovada, seja aplicada no pleito de outubro.
Outro ponto de discórdia é a constitucionalidade da lei, que poderia ferir o princípio de que qualquer cidadão só é considerado culpado quando não há mais possibilidade de recurso judicial.
O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados na terça-feira(12), e já está no Senado, onde deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário. Caso haja alguma alteração no texto, precisa voltar a ser analisado pelos deputados. Só depois é que o projeto vai à sanção do presidente da República e vira lei.