
O Brasil vai disputar a Copa do Mundo com uma seleção com 87% de jogadores que jogam fora do país. Dos 23 atletas convocados por Dunga, apenas três jogam no Brasil. Alguns jogadores, há oito, nove anos, tiveram filhos no exterior e fazem da seleção o principal vínculo com o país. O estilo “estrangeiro” da seleção dificulta a criação de vínculos de identidade da torcida com o time, segundo especialistas ouvidos pelo site G1.
O cineasta José Carlos Asbeg, diretor do documentário "1958 – o ano em que o mundo descobriu o Brasil", que narra a conquista do primeiro título mundial da seleção, acredita que o sistema mercantilista do futebol brasileiro “vende o astro e compra o espetáculo”.
O cineasta questiona o seguinte: "Nós vendemos os melhores jogadores do mundo e compramos a transmissão dos campeonatos chatíssimos da Alemanha e da Espanha. Quando teremos uma partida como aquele Santos e Santo André, por exemplo, num campeonato europeu? "
Talvez seja esse o motivo pelo qual tantos brasileiros questionaram a escolha de Dunga para a Copa. Mesmo assim, é claro que todo mundo vai torcer pelo Brasil na hora que a seleção estiver em campo.